Reflexão do Monastério

Alguns praticantes buscam encontrar um sentido mais amplo para o Aikidô, porém, algumas academias nem se preocupam com estes aspectos e outras se preocupam tanto que nem treinam.

Vejo que o Aikidô possui diversos sentidos e gostaria de compartilhar um particular com vocês.

  "O Aikidô é a arte de saber cair e levantar"

Sei que no fundo temos a vontade de sermos invencíveis e de possuirmos todos os conhecimentos para jogar o inimigo e vencê-lo com o mínimo esforço.

Contudo, antes de uma batalha com o inimigo temos uma guerra com nosso ego e nossas vontades.

Não é só vencer o nosso atacante, mas sim vencer a nossa ansiedade, nossos medos e nosso ego (digo a nossa vontade de mostrar a superioridade e acabar lesionando seriamente o outro).

Eu poderia me alongar muito neste assunto, mas vou direto ao ponto que me interessa.

Dentro e fora do Dojô (Local de treinamento) a nossa atitude deve ser a mesma, a idéia de marcialidade e de que está acontecendo uma luta mesmo não deixa espaço para choramingar as derrotas.

Quando você é vencido, tenha firmeza para cair bem (não se machucando ou com poucos ferimentos) e levante em posição de luta (pronto para outra).

No treino do Aikidô agimos de forma cooperativa (devido a potencia das chaves e dos arremessos) não havendo competição com o colega. Mas nossa luta é ainda maior, pois devemos lutar para não ceder à vontade de subjugar o colega ou aproveitar de uma posição vantajosa para prejudicá-lo.

Nossa luta é sermos o mais perfeito o possível, assim, dentro do Dojô nos esforçamos para sermos bons discípulos e nos fiscalizamos para executar a técnica com o máximo de perfeição e com atenção aos detalhes e fora do dojo devemos ser boas pessoas com honra, dignidade e integridade. Tratamos nosso colega de treino com o máximo de respeito por entendermos a sua disposição em nos auxiliar nos treinos e temos gratidão simplesmente por estarem presentes em nosso grupo, uma vez que sem eles não treinaríamos.

Finalizando, a nossa atitude de prontidão nas várias situações e vivências, dentro e fora do Dojô, deve nos conduzir para uma postura mais viva diante das vicissitudes do dia-a-dia e das nossas "quedas", com respeito aos nossos semelhantes e firmeza em nossa busca pelo melhor.

  "Não temo os acertos do meu oponente, mas sim as minhas falhas". (não me lembro do autor) 

Desculpem o texto meio confuso e um forte abraço. 

8 anos 4 meses atrás