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  1. Façamos como as flores: tudo natural e belo!

    20.08.2012

    Façamos  como as flores - Tudo natural!

    As ameixeiras vermelhas no nosso quintal estão agora em plena floração.

    A vermelhidão delas nos chama muito a atenção. Há flores durante o ano todo no quintal. Durante março e abril,  camélias, marmelos japoneses e lilases continuam a florescer. Além disso, é muito prazeroso ouvir o som cristalino do rouxinol em concerto com outros pássaros.

    Após a prática matutina, quando eu me sento a meditar junto com  aproximadamente 100 estudantes, a canção do rouxinol nos faz esquecer que estamos no meio de uma cidade. Tal pureza e claridade nos tocam como uma coisa bela.

    O Fundador amava coisas belas e puras. Por esta razão, ele se fundia com o “kami” (divindade) onde quer que vivesse e tentava envolver um elemento de beleza em sua demonstração de reverência. Deste modo, é compreensível que “Aiki” (energia unida) se torne “Aiki” (amor) e “Daiwa” (harmonia universal) se torne “Daiai” (amor universal), finalmente culminando em um hino à beleza inerente à raça humana.

    E, se o Fundador tivesse um quintal do tamanho da testa de um gato para trabalhar, ele iria, da mesma forma, cultivar plantas e flores, zelar pela floração e cultivar a beleza da natureza. Damos continuidade à esta tradição no nosso quintal.

    A atividade no mundo do Aikidô está crescendo continuamente. Junto com o mês de abril chegam grupos de estudantes de empresas e escolas que vêem no Aikidô um caminho adequado para seus novos começos. Além disso, indivíduos não associados a nenhum grupo iniciam treinamento em Aikidô como um meio para um novo começo. Quando eu venho para treinos no Hombu Dojo repleto dessas pessoas, eu sou naturalmente tentado a enfatizar o modo como Aiki deveria ser, tanto quanto sua essência. Contudo, é desnecessário pregar a teoria do Aikidô em voz alta  para aqueles que já escolheram perseguir o caminho Aiki por iniciativa própria.

    Uma característica da sociedade moderna é que, quando as pessoas não entendem a teoria de alguma coisa, elas tendem a não se empenhar nesta atividade. Defrontados com esta situação, nós nos frustramos e tentamos convencer, de todas as formas, alguém sobre algo. Tal inútil tentativa de impor um ponto de vista provoca uma reação. De fato, a reação desencadeia uma reação em cadeia, por sua vez destruindo a boa intenção original. Desde o início, a prática do Aikidô dá mais ênfase ao treinamento do que à teoria. Nesta conexão, é de máxima importância uma compreensão experimental no treinamento.
    Eu acredito que nós não devemos carregar o Aikidô no Hombu Dojo com teoria prolixa como os samurai de outras épocas eram confinados em suas vestes formais desajeitadas.

    A prática deveria continuar nesta atmosfera especial de beleza natural seguindo a tradição do Aikido Hombu. É desejável empregar métodos de ensino que levem à compreensão individual no contexto de uma situação de treinamento livre.

    A beleza, como a da flor, que permeia esta localização simpática, atrairia qualquer pessoa inconscientemente, seja ela um pássaro ou qualquer outro, e o motivaria a experimentar divertimento aqui.

    O mundo do Aikidô, que está sempre recebendo novos indivíduos, deve empenhar-se na criação desta atmosfera de harmonia universal e amor, na qual possamos praticar de uma maneira aberta. Eu acredito que aqueles que tomarem contato com tal atmosfera irão sentir a benevolência do Aiki como uma experiência completa, muito além do que somente através de seus intelectos, e irão considerar Aiki como uma busca infinita.

    Criar tal atmosfera é a responsabilidade de todos aqueles que praticam Aikidô, inclusive eu. Este ambiente de treinamento somente pode ser criado através de um contínuo esforço para compreender a essência do Aikidô. No início deste novo ano, eu gostaria de dar um passo firme adiante no meu entendimento da essência da natureza e do amor universal do Aikidô.

    O artigo precedente apareceu na edição de 10 de abril de 1975 de “Aikido” –  jornal mensal publicado pelo Aikido Hombu Dojo em Tóquio. Traduzido do japonês por Stanley A. Pranin e Katsuaki Terasawa.

    Kishomaru Ueshiba – Aiki News (1975)
     

  2. Fanatismo em Artes Marciais

    04.05.2008
    Você está envolvido com uma seita fanática de arte marcial?
     
    Antes de você começar a rir, pense sobre isto.
     

    Enquanto a maioria dos leitores pelo mundo afora não estão provavelmente envolvidos em uma seita, eu tenho uma suspeita furtiva que realmente existam vários grupos de controle mental que abusam dos aspectos das artes marciais a fim de estender seu controle sobre outras pessoas.

    A essa altura, você deve estar pensando: o velho Wayne tem andado fumando erva alucinógena para chegar nesse assunto. Mas pense nisto. Eu cheguei a essa idéia depois de várias notícias de televisão apontando a existência de grupos fanáticos nos Estados Unidos, alguns dos quais estão envolvidos com as artes marciais.

    O comportamento de uma seita começa geralmente em passos lentos mas fixos levados de uma base de quase-normalidade mas que na verdade está conduzindo a insanidade.

    Os grupos de artes marciais coesos e rígidos não são grupos de seitas fanáticas. Mas eles, geralmente, se transformam lentamente em seitas perigosas e loucas, pois com o tempo, constroem mentiras em cima de mentiras a fim de descrever que elas tem algo mais do que elas realmente são.

    Por que elas fazem isso? Parece que existe uma variedade de razões. Alguns "mestres" ou “senseis”, precisam da adulação e adoração que um culto propicia.

    Assim eles inventam algo e acreditam nas próprias mentiras. Além disso os seguidores podem ter uma necessidade básica de seguir alguém que tem todas as respostas para suas vidas, e sendo assim um membro do culto nunca terá que justificar suas vidas passadas de perdedores.  Desde que você possa executar um chute de maegeri no dojo, e gritar, “Hai, sensei". Isto é, “Sim, sensei !" Submissão cultural e psicológica.

    Ignorância pode ser outro fator. Geralmente os seguidores são ignorantes sobre a história das artes marciais, e adota as idéias malucas do professor como evangelho.

    Veja o Exemplo - “Olhe, nosso mestre Fujiram_na_Kombi, foi o único estrangeiro a aprender JoLay-U-ryu aikijujutsu de Takeda Sokaku nos anos cinqüenta. Sokaku deu a ele certificados mágicos os quais fizeram dele o soke do estilo, aí ele voltou para Nova Iguaçu, e ensinou para a bisneta do Sokaku.

    “O que? Prova? Nós não precisamos de nenhuma prova. Você é um reles seguidor de baixo-nível e merece nosso desprezo”.

    Já agrupei diversas características para identificar o comportamento de seguidores fanáticos nas artes marciais.

    Novamente, lembre-se. O fanatismo começa em fases.

    Sai mais, para identificar um comportamento obsessivo de culto à pessoa.

    --Seu professor o trata como ignorância e espera pela sua adulação e adoração. Então, ele o incentiva lhe dizendo que vocês são membros de um grupo com conhecimentos secretos que os farão mais poderosos que o Exterminador do futuro. Este é um padrão que faz pessoas susceptíveis sentirem que elas são necessárias para o culto fazendo se sentirem bem internamente, e assim ela estará disposta a esquecer do abuso mental e físico os quais são impostos durante o treino.

    Mas existe uma diferença, um limite entre retidão e exagero. Uma vez cruzada essa linha, deixe a escola.

    -- Seu professor e grupo começa a exercer sua vontade sobre sua vida. Foi como eu fiquei sabendo de um grupo que molestou um estudante porque ele deixou de treinar. Eles começaram a espionar o ex-aluno e sua família, sempre tentando convencê-lo a voltar a treinar (e pagar grandes quantias de dinheiro pela instrução).

    -- O professor e os melhores estudantes fazem afirmações que não são fundamentadas por nenhuma fonte confiança, isenta de tendenciosidade em arte marcial. E quando eu digo fonte, eu não me refiro a ultima edição da revista estilo SipauKido-Pimenta-nos-olhos. Eu me refiro a textos-fonte como o Bugei Ryuha Daijiten, ou Honcho Bugei Shoden e assim por diante.

    Enquanto há realmente, grupos (inclusive de todas as artes marciais não-Japonesas) não incluídos nesses textos - eles são um bom lugar para se começar uma pesquisa, especialmente para grupos que reivindicam, ascendência para linhagens centenárias antigas. Fique realmente desconfiado quando o Grão Mestre Sensei diz coisas como, “Oh, ninguém no Japão (ou China, Coréia, etc.) sabe muito de nós porque nós éramos uma sociedade secreta."

    Escute, se o grupo fosse tão secreto e especial no Japão a ponto de ninguém ouvir falar dele, o que o faz pensar que os membros japoneses, que são freqüentemente conhecidos por seu comportamento xenofóbico, viriam a ensinaria isto a um grupo de estrangeiros de meia-tigela?

    -- Seus certificados e documentos estão marcados com um obscuro e místico caractere Japonês ou Chinês. Quando você mostra isto para alguém que sabe ler Japonês, ele começa a rir tanto que chega a chorar.

    Eu vi certificados assinados por uns "chamados-soke” Americanos que são verdadeiramente bizarros. Um certificado estava timbrado com um selo que tinha os caracteres: "selo de registro das três árvores assassinas". Outro certificado, supostamente de uma escola de jujutsu, era lido como, “Restaurante Escola da paz mundial". 

    -- Assim que você faz perguntas sobre as origens e instruções do professor, você recebe  frases do tipo” eu não tenho que lhe dizer sobre isso porque você não entenderia”.

    Seguramente, existem individuos bisbilhoteiros, mas também existe um questionamento razoável que surgirá se você visita um dojo. Um correspondente me enviou uma cópia de uma carta que ele recebeu depois que ele indagou sobre as credenciais de um grande mestre. “Eu não tenho que lhe dizer sobre isso, e além disso, todo mundo sabe eu sou um mestre, assim, se você continuar fazendo perguntas, eu não falarei com você nunca mais", era a resposta básica do "sensei". Este super-hiper sensei também mencionou que ele tirou fotos com astros de filme de artes marciais e com lutadores de full-contact, os quais claramente validaram com assinaturas todas as suas reivindicações. Conversa pra boi dormir…

    Sabe-se que estes atores de filme não são conhecidos por seus vastos conhecimentos ou por suas autoridades históricas. Você confiaria sua criança a um professor de creche que se recusa a te contar aonde ele recebeu sua certificação de professor, e então lhe mostra fotos dele ao lado do Tom Cruise? Posar ao lado de uma estrela de filme num bar local não diz se eles são ou não certificados como professores, não é? Então por que você aceitaria o raciocínio desse professor de artes marciais mencionado?

    --  Quando você apresenta duvidas e perguntas incomodas, as ações do professor exibem um tipo de paranóia e o padrão de encobrir a verdade e perde a paciência? Cuidado!

    O seu professor tem um sempai ou vários sempais para "protegê-lo das pessoas chatas que fazem perguntas?"

    Isso é paranóia, meu amigo.

    As estórias do seu professor sobre as origens do estilo dele muda sempre que você vem apresentar novos fatos?

    Parece muito com o tipo de comportamento mentiroso-compulsivo visto no famoso programa de comédia Americana SaturdayNightLive.

    O ator Martin Short costumava interpretar um mentiroso que, quando pego com uma mentira óbvia, costumava suar muito, sorrir, e então inventar outra mentira para obscurecer e ofuscar a mentira original.

    -- Se você já sabe o bastante sobre técnicas de artes marciais, observe as aulas.
    As formas da escola não se assemelham a nada menos que fundamentos de caratê de terceira?

    -- Conforme eu tenho observado, o comportamento do fanatismo começa com a melhor das intenções.

    Até mesmo alguns grupos ortodoxos de Aikido ou Karate, enquanto eles não exibem seu comportamento de seita totalmente desenvolvido, são culpados -pelo menos - de relações abusivas entre professor e estudante que podem desenvolver em um comportamento de fanatismo.

    Eu fui uma vez informado de um sensei de Aikido muito conhecido que machucava o seu aluno desnecessariamente de tal maneira que o aluno acabava o treino com contusões, deslocamentos, e equimoses.

    Estes estudantes aceitavam o abuso físico e verbal como parte do seu “treino". Quando este professor de Aikido começou a dormir no segundo andar do dojo com uma aluna (ele era casado na época, apesar disto) - e os outros estudantes inventavam desculpas para o comportamento deste sensei - foi aí que meu amigo decidiu abandonar este dojo.

    No entanto, os piores abusos são dos vários grupos de ninjutsu e de koryu, principalmente porque não existem muitas informações em inglês para verificar muitas das reivindicações ditas. É suficiente dizer que os Estados Unidos podem ter mais ninjas mestres que em todo o Japão. Eu também estou muito desconfiado de muitas reivindicações de grupos de koryu, alguns deles apareceram combinando aikido pobre com alguma arte de espada ou de bastão.

    Então, você está envolvido com uma seita?

    As chances são que você provavelmente não está.

    A maioria dos grupos de artes marciais, são organizações legítimas, apesar das diferenças no modo que eles administram seus negócios e relações interpessoais. Mas se você estiver, não brinque com isso. Cedo ou tarde, você pode ser convocado a ser juntar ao Sensei que está esperando pela passagem do cometa.

    Aí então, pode ser muito tarde para você prosseguir com a sua vida normal.

    --
    Traduzido por Jose Leonardo F. Santos e adaptado
    do artigo de  Wayne Muromoto, Revista Furyu # 8 - Tengu Press 1998

  3. Ferir Pessoas é fácil!

    05.06.2006

    “Ferir pessoas é muito fácil. De fato, é tão fácil que você tem que ser cuidadoso para não machucar ninguém.”

    Disse Saotome Sensei num gashuku de verão para um grupo de praticantes de Aikido.Imediatamente compreendi o que ele estava dizendo. Ou então pensei que sim.

    Certamente, sei que um arremesso descuidado ou um ataque com uma arma poderia deslocar um ligamento ou quebrar um osso.

    A palavra precaução, certamente, seria apropriada.

    Mas algo sobre a forma que ele demonstrou essa precaução me fez pensar sobre isso mais tarde.

    Por que é tão fácil ferir as pessoas?

    Como eu havia pensado sobre isso, vejo que suas palavras têm um importante significado além de uma simples advertência para sermos cuidadosos. Por um lado, mostra que simplesmente ferir alguém requer um pouco de habilidade. Se tudo que é desejado é ferir alguém, não há necessidade de estudar uma sofisticada arte marcial como o Aikido.

    Há caminhos mais simples para machucar seriamente alguém que não requerem muita técnica. Observe qualquer marginal.A maioria de nós tem aprendido que os praticantes de Aikido de menor nível de habilidade são os mais causadores de ferimentos que os mais graduados. Quem nunca teve o pulso machucado por um novo estudante que acabou de aprender um kote gaeshi ou um shiho nague?

    Com o aumento da habilidade, os praticantes provocam menos danos. Com o acréscimo das habilidades técnicas, um Aikidoísta ganha maturidade e disciplina. Ele (ou ela) devem aprender a manter sua postura e certamente devem descartar qualquer tendência de ferir intencionalmente ou causar dor a seu parceiro.Quando as lições aprendidas no Aikido começam a refletir em aspectos de nossa vida além do dojo, você começa a compreender o verdadeiro valor da experiência do Aikido.Quando comecei a aplicar essas lições no trabalho, reconheci o valor das palavras de Saotome Sensei.

    Meu local de trabalho é como muitos no que diz respeito à variedade de idades e experiências das pessoas que trabalham lá.

    Os mais novos, recém graduados, são os mais entusiasmados e tão ansiosos quanto um novo estudante de Aikido, que veste seu gi pela primeira vez. Eles também ficam confusos, frustados e preocupados com seus esforços.

    Se ferir pessoas é tão fácil, então o que é muito difícil?

    Uma resposta para essa pergunta é – curar pessoas.

    Curar pessoas inclui curar você mesmo, tanto quanto os outros.

    A maioria de nós é muito familiar com o fato de que só leva um segundo para ser ferido e às vezes muitos meses para ser curado ou nunca. Sou um felizardo por ter a oportunidade de trabalhar como voluntário em um hospital, ensinando exercícios físicos para pacientes em reabilitação.Tento ajudá-los a adquirir algumas características que os praticantes de Aikido normalmente têm: boa respiração, flexibilidade, equilíbrio, coordenação e força.

    Minhas experiências no hospital têm me feito muito bem para a saúde e físico.

    Os pacientes estão no hospital por uma variedade de razões.

    Alguns estão devido a acidente ou doenças que não poderiam ter sido prevenidas.

    A grande maioria está por causa de risco de vida, freqüentemente envolvendo abuso de drogas e álcool. Alguns estão lá por resultado de violência ou imprudência.

    É uma grande experiência trabalhar com alguém que viverá com um dano na coluna vertebral ou no cérebro devido à violência ou inconsequência. Ferir pessoas, inclusive nós mesmos, é muito fácil. Nós deveríamos ser cuidadosos para evitar isso.Geoff Goodman pratica e ensina Aikido na Rocky Mountain Aikikai em Littleton, Colorado. Como voluntário em um hospital, ele também ensina exercícios de fluxo de energia para os paciente do Denver Health Medical Center. Geoff trabalha com especialista no Comando Especial da Força Aérea em Colorado Springs.

    --
    Por Geoff Goodman
    traduzido por J.F.Santos- Aizen Brasilia

  4. Fuga, a melhor opção!

    02.05.2013

    Fuga — O melhor procedimento! Fuga  - A melhor opção!

    Estratagema 36

    De todas as estratégias, "Fuga — a melhor trama", talvez seja a estratégia mais conhecida, mas também a menos compreendida. Muita gente não consegue perceber que se trata de uma estratégia para uma situação desesperadora.

    Por exemplo, quando diante de uma derrota definitiva, pode-se agir de três maneiras: a) render-se, b) negociar a paz ou c) fugir.

    Render-se é admitir a derrota total. Negociar a paz é reconhecer que já se está meio derrotado. No entanto, fugir não significa derrota. Ao fugir, ainda se pode armar um retorno e pode-se acabar derrotando o inimigo para vencer a batalha. A fuga pode dar tempo para compreender o inimigo e compor nossas forças antes de lançar um outro ataque.

    Caso da Kentucky Fried Chicken (KFC)

    A Kentucky Fried Chicken (KFC) é um bom exemplo do uso desta estratégia. Como parte de suas tentativas de globalização, a KFC entrou no mercado asiático em fins da década de 1960, através de Hong Kong. Infelizmente, o mercado de Hong Kong não estava preparado para as lanchonetes ocidentais. Também foi difícil, para a KFC, concorrer de frente com a comida local e o "dim sum" (bolinhos/pastelzinhos feitos no vapor com recheios variados, típicos da região de Cantão  e  consumidos no café da manhã e no almoço), muito mais baratos. Em vez de insistir, a KFC retirou-se de Hong Kong. Levou tempo estudando o mercado asiático, reavaliou a estratégia e lançou um segundo ataque ao setor de alimentos, dessa vez em Cingapura. O mercado asiático da época, Cingapura, em especial, estava pronto para o fast food  ocidental por causa da afluência e de uma atitude pró-Ocidente. Com os anos de experiência em Hong Kong, a KFC vendeu todo o conceito ocidental de fast food como um estilo de vida. Através de anúncios, projetou-se a impressão de que comer na KFC era moderno e elegante, condizente com a pessoa e a família afluentes.

    O sucesso em Cingapura permitiu que a KFC retornasse ao mercado de Hong Kong. Com o correr dos anos, a KFC  expandiu-se de forma agressiva nas cidades asiáticas.

    Adaptado do livro As 36 Estratégias dos chineses - Amilenar sabedoria chinesa aplicada ao mundo dos negocios.
    j.f.santos - Godan - Brasilia Aikikai